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Este blog foi criado com a finalidade de expor nossas opiniões à respeito de diversos temas relacionados à filosofia, principalmente quando se trata da educação, e, se tratando de uma matéria tão interdisciplinar, colocaremos em discussão também, diversos outros assuntos. Esperamos que gostem e aproveitem os artigos e discussões, e que sejam uteis para vocês, nossos leitores. Desde já agradecemos a atenção e a visita.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
Visão filosófica do trabalho participativo no cotidiano escolar.
Contexto
geral do papel e da história da escola.
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A educação não
deve ser vista separadamente do contexto geral da nossa vida, nem mesmo é a
preparação para a vida, a educação faz parte da vida em todos os momentos. A
escola não pode ser considerada neutra, pois, ela está bastante comprometida
com diversas áreas da vida como, por exemplo, a economia, a cultura, a religião, a política de seu tempo, etc. A
educação também exerce um papel muito importante na interação entre seres sociais. A escola como o exemplo mais comum
de educação formal e intencional, se trata de uma instituição voltada
especialmente a isso. Ao tratar de educação, ela pode ser informal
principalmente no convívio social e na família, e a ação pedagógica exerce uma
ligação bem influente entre o indivíduo e sociedade, portanto, a prática social
é o ponto de partida e o ponto de chegada da ação pedagógica. A escola é muito
mais do que um lugar onde se aprende determinados conteúdos e instruções; em
meados dos séculos XIX e XX as escolas eram bem mais conservadoras e
tradicionais do que hoje, podemos observar que muita coisa mudou desde então, a
escola não é mais vista como um local apolítico, distante da realidade e do
mundo com suas injustiças sociais, embora algumas escolas mais tradicionais são
resistentes à esses métodos. Essa educação é decorrente da influência dos anos
70, onde a educação era vista e um modo pragmático, ou seja, simplista, e
tecnicista, comparando a profissão de educador com a de um técnico em
determinada área.
O professor como intelectual transformador
O professor
é muito mais do que um transmissor de saberes e valores, ele também deve
colocar em prática discussões entre os alunos, e reflexões críticas da cultura, por isso não podemos considerar a
escola fora de um contexto
histórico-social concreto. A práxis pedagógica deve ser uma maneira de
passar o conhecimento do professor, com o total compromisso de transformar os
alunos e a crítica cultural, com muita flexibilidade para agir na busca de
soluções, por esta razão dizemos que o professor deve ser crítico, reflexivo, e
acima de tudo um intelectual transformador, tendo uma visão do todo nas
situações escolares, e se comprometer com seus valores axiológicos, como a
ética, honestidade, política, etc. O professor deve ter claramente seus pressupostos teóricos para orientar sua
ação, para enfrentar as dificuldades em sala de aula e assim saber a respeito
das teorias que envolvem suas decisões.
Henri
Wallon:
Diferentemente
dos métodos tradicionais (que priorizam a inteligência e o desempenho em sala
de aula), a proposta walloniana põe o desenvolvimento intelectual dentro de uma
cultura mais humanizada. A abordagem é sempre a de considerar a pessoa como um
todo. Elementos como afetividade, emoções, movimento e espaço físico se
encontram num mesmo plano. As atividades pedagógicas e os objetos, assim, devem
ser trabalhados de formas variadas. Numa sala de leitura, por exemplo, a
criança pode ficar sentada, deitada ou fazendo coreografias da história contada
pelo professor. Os temas e as disciplinas não se restringem a trabalhar o conteúdo,
mas a ajudar a descobrir o eu no outro. Essa relação dialética ajuda a
desenvolver a criança em sintonia com o meio.
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Ovide Decroly:
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Por ter
sido, na infância, um estudante indisciplinado, que não se adaptava ao
autoritarismo da sala de aula nem do próprio pai, Decroly dedicou-se
apaixonadamente a experimentar uma escola centrada no aluno, e não no
professor, e que preparasse as crianças para viver em sociedade, em vez de
simplesmente fornecer a elas conhecimentos destinados a sua formação
profissional.
Os métodos
e as atividades propostos pelo educador têm por objetivo, fundamentalmente,
desenvolver três atributos: a observação, a associação e a expressão. A
observação é compreendida como uma atitude constante no processo educativo. A
associação permite que o conhecimento adquirido pela observação seja entendido
em termos de tempo e de espaço. E a expressão faz com que a criança externe e
compartilhe o que aprendeu.
Dificuldades
para a implantação desses trabalhos.
Diante das
desigualdades presentes na estrutura da sociedade, podemos dizer que nenhuma
práxis pedagógica é neutra, pois a ciência pedagógica, além de sua participação
social é um instrumento político de
emancipação humana, que não se trata apenas da simples transmissão de
conhecimento, mas também uma forma de transformar e refletir sobre o que já
sabe e o que pode ser mudado; nas comunidades e meios mais tradicionais há uma
maior resistência a essas mudanças, mudanças que são bastante eficazes, elas
tornam os alunos de hoje mais ativos e participativos, embora nas comunidades e
meios mais “modernizados”, essas mudanças já existam, ainda sim existe certa
resistência.
Atualmente encontramos algumas dificuldades
para tal implantação participativa
do professor no cotidiano escolar, podemos citar o comum “espontaneísmo”, que
se trata da ação sem nenhum fundamento teórico ou até utilizando-se do senso
comum, que não é de todo errado, mas ao tratarmos de educação, devemos nos
informar a respeito da teoria, muitas vezes o professor sofre dificuldades em integrar a teoria à prática efetiva,
isso dificulta que os alunos estabeleçam entre eles as relações de produção da
sua própria existência. A ideologia impõe valores de uma classe para que
entendamos como valores universais, portanto cabe aos professores colocar em
discussão a crítica da nossa herança, para que os alunos tenham uma reflexão
crítica a respeito da cultura em que vivemos. Em diversas escolas há
dificuldades para uma implantação mais voltada a incentivar e fazer o aluno
pensar, pois, apenas oferece suas aulas, sem nenhuma reflexão ou mudança de
hábito, a falta de mobilidade aos alunos, e o estímulo de pesquisas que são
voltadas apenas à memorização dos alunos, que muitas vezes não são eficazes.
Na sociedade em
que vivemos, não existe total comprometimento com a educação, e muitos
professores sem qualificação, são contratados por falta de profissionais
qualificados, a falta da formação do professor também é uma dificuldade, pois,
envolve também sua formação pedagógica e formação ética e política, alem, da
qualificação é claro.
Como educadores,
devem seguir diversos passos e metodologias para refletirmos sobre o tipo de
pessoa que queremos formar, tornando os alunos criativos e reflexivos, levando
em conta a sociedade em que vivemos e a partir da base antropológica,
selecionarmos os conteúdos a serem transmitidos e ensinados. Os métodos que os
educadores utilizam em sala de aula devem partir dos pressupostos antropológicos, que se trata da filosofia que investiga
a concepção de ser humano, refletindo sobre o que o ser humano é, e o que pensa
ser; também dos epistemológicos,
como estudo do conhecimento científico do ponto de vista crítico, e partindo
também dos pressupostos axiológicos,
como a filosofia dos valores, que podem ser éticos, morais, estéticos,
políticos, religiosos, pragmáticos, etc.
Assim podemos
compreender com maior facilidade as diversas propostas pedagógicas e suas
consequências em todos os tipos de escola e o modo de transformação dessas
práticas, e além de pesquisar e conhecer a realidade educativa agir
efetivamente sobre ela.
Conclusão
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A educação, em
seu contexto geral, já mudou muito e ainda tem muito que mudar, estamos em um
constante desenvolvimento, sempre buscando melhores soluções e eficácia dos
métodos utilizados, mas tal desenvolvimento, leva tempo, até que todos os
professores consigam se adequar as novas práticas, por isso, é essencial a participação da filosofia na educação,
os professores, como também educadores, ao refletirem e analisarem o modo que
conduzem sua práxis pedagógica, conseguem respostas e hipóteses para melhor
atuação no âmbito escolar, e assim, os alunos são beneficiados, e aprendem
muito mais do que o conteúdo científico, mas aprende a criticar e refletir a
respeito do meio em que vive, tendo em vista como um todo, a sociedade, a
escola, o meio social, a economia, etc.
Referências Filosóficas:
§
§ Filosofia da
Educação, Autor: Maria Lucia de Arruda, Editora: Moderna.
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